Manifestação em Santiago acaba em repressão e violência.

Manifestação pacífica que ocorria em Santiago contra a presença do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, acaba em repressão policial digna de uma ditadura.

Momento em que manifestante é preso por policias chilenos

A MANIFESTAÇÃO


A sexta-feira (22) foi marcada por protestos na cidade Santiago no Chile. O motivo é o convite feito para uma reunião, convocada pelo Presidente Sebastián Piñera, com os líderes dos países que farão parte da Prosur- órgão proposto pelos chefes de Estado do Chile e da Colômbia, em substituição à atual Unasul.

Frentes feministas e LGBTS se juntaram a servidores públicos, que alertavam sobre os riscos da AFP, modelo de previdência adotado no Chile que Paulo Guedes usa como base para estruturar a reforma da previdência no Brasil.

A manifestação acontecia de forma pacifica, com cartazes em homenagem a Marielle Franco, Lula entre outras mensagens anti-fascistas, até que os Carabineiros do Chile partiram para cima dos manifestantes e jornalistas que ali estavam, utilizando jatos poderosos de água, bombas de gás lacrimogênio e muita violência física até que a multidão se dispersasse pela cidade, deixando rastro de vandalismo e destruição por onde passava.


LA MONEDA


As manifestações ocorreram em Paseo Bulnes, em frente ao palácio presidencial La Moneda, que em 1973 foi bombardeado por aviões e atacado por terra por combatentes pesadamente armados a mando do general Augusto Pinochet (elogiado por Jair Bolsonaro) . O presidente Allende estava no palácio na hora do ataque e cometeu suicídio (por anos imaginou-se que ele havia sido assassinado).



O GOLPE MILITAR

Momento em que palácio é bombardeado e atacado por soldados e atiradores de elite. dia 11 de agosto de 1973

As medidas impostas por Allende trouxeram grande insatisfação em grandes corporações instaladas no Chile, pois essas empresas viram seus interesses econômicos em risco no país. Além disso, a política socialista implantada por Allende gerava o descontentamento dos Estados Unidos, que mantinham uma política de não aceitação do socialismo na América Latina (principalmente depois do que havia acontecido em Cuba).

A partir disso, o governo de Allende passou a ser sabotado por ação de grupos internos e internacionais com o objetivo de provocar o seu enfraquecimento político. Algumas sanções à economia chilena foram implantadas pelos Estados Unidos, país que, secretamente por meio da Agência Central de Inteligência (CIA), passou a apoiar grupos de oposição ao governo de Allende com a intenção de desgastá-lo.

O principal desses grupos de oposição pertencia à extrema-direita e era conhecido como Frente Nacionalista Patria y Libertad. Esse grupo praticava atos terroristas contra o governo de Allende. A atuação da CIA também financiou greves internas em áreas fundamentais com o objetivo de desestabilizar a economia chilena, como a greve dos caminhoneiros que aconteceu a partir de 1972.

As restrições econômicas e as agitações internas financiadas pelos Estados Unidos levaram a uma desestabilização total da economia chilena. Em 1973, por exemplo, a economia do país estava próxima de alcançar os 400% de inflação e o Produto Interno Bruto estava em queda. Por fim, o último passo da conspiração contra Allende foi a formação de uma Junta Militar, que tramou a derrubada do governo.


GOVERNO PINOCHET


Com a derrubada e a morte do presidente Allende, a Junta Militar escolheu Augusto Pinochet para o governo do Chile. Pinochet permaneceu no cargo de presidente durante todo o período da ditadura chilena, ou seja, até 1990. Os anos desse regime ficaram marcados pela repressão e censura imposta e resultaram na morte ou desaparecimento de 3.065 pessoas e na tortura de 40.018.

Momento em que fotógrafo corre de caminhão da policia que joga jatos de água para dispersar a multidão que protestava pacificamente.

Além de grande quantidade de pessoas que foram mortas ou torturadas nos anos da ditadura chilena, outros milhares de chilenos foram obrigados a sair do país para fugir da repressão. Pessoas que manifestassem oposição ao governo ou defendessem posturas políticas alinhadas com o socialismo eram presas indiscriminadamente. Nos primeiros anos de regime, o Estádio Nacional do Chile foi usado como prisão e abrigou milhares de pessoas que foram vítimas da repressão.

Momento em que blindado dos carabineiros do Chile usam jato de água para apagar incêndio causado por manifestantes.

Após o plebiscito de 1980, foi aprovada a aplicação de uma nova constituição que garantiu a permanência de Pinochet no poder até 1988, quando deveria ser realizada uma nova consulta pela sua permanência no poder. O novo plebiscito realizado em 1988 acabou determinando o fim de sua ditadura, pois 56% da população optou pela não continuidade de seu governo.

Com a derrota no plebiscito, o governo de Pinochet iniciou a transição para um novo período democrático. O militar manteve-se como senador vitalício após abandonar a presidência, e Patrício Aylwin foi eleito como novo presidente do Chile. A redemocratização do país levou a inúmeras denúncias e julgamentos de crimes cometidos por membros do governo.

Pinochet manteve-se no cargo de senador vitalício até 1998, quando o deixou em virtude da fragilidade da sua saúde.

Posteriormente, ele foi preso e acusado de violação dos direitos humanos e crime de corrupção, com desvio de dinheiro para contas secretas, no entanto, o ditador nunca foi colocado em julgamento, pois apresentou atestado de debilidade mental. Ele morreu em 2006.




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fontes: https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/ditadura-militar-no-chile.htm , soychile.cl , wikipedia.com .

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