Girafas entram para a lista de espécies ameaçadas de extinção

Segundo União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a população desses animais diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016


Após uma luta de dois anos por parte de ONGs e entidades ambientais, o departamento do governo norte-americano para questões ambientais (US Fish and Wildlife Service) anunciou a revisão de uma petição de 2017 para listar as girafas na Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”

anunciou um porta-voz do departamento.

Agora a US Fish and Wildlife Service deve compor a sua própria revisão, que deve levar um prazo de 12 meses e consultas públicas para determinar se as girafas serão incluídas na lista.

Segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), a população desses animais diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016. Segundo Adam Peyman, do Humane Society International, os EUA não tem quase nenhuma restrição para a importação de produtos originários da caça e exploração de girafas: se a Lei de Espécies Ameaçadas oficialmente começar a proteger esses animais, a importação seria dificultada.

Entre 2006 até 2015, 39.516 girafas foram importadas, mortas ou vivas, para os Estados Unidos. O número inclui 21.402 esculturas ósseas, um pouco mais de 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.


Como um animal é declarado extinto?

Quando não há dúvidas de que o último indivíduo da espécie morreu. Esse é o critério estabelecido pela IUCN (International Union for Conservation of Nature), entidade que publica a Red List, uma lista de animais e plantas ameaçados no mundo.

“A estimativa de risco de extinção não é uma ciência exata”

afirma Craig Hilton-Taylor, gerente da Red List no Reino Unido.

“Nós nos baseamos no que sabemos sobre a espécie e suas ameaças, usando informações do passado, do presente e projeções para o futuro”, explica.

E não precisa ser cientista para determinar a extinção de um animal: basta fazer a pesquisa e enviar os dados à IUCN. Mas é preciso seguir uma cartilha rígida de regras, que inclui o levantamento de dados como população, área de ocupação e redução no número de indivíduos, entre outros itens. O material é avaliado por profissionais e pode precisar de complemento. Pode levar meses ou anos até que o animal entre na lista. Mas pode esquecer os dinossauros – a Red List só registra as extinções que aconteceram de 1500 a.C. para frente.


Grupos de risco

De 1,8 milhão de espécies, apenas 56 mil estão classificadas em relação à preservação. Entenda as classificações:

Não-avaliada

Espécies dentro desta categoria não foram estudadas seguindo os critérios do IUCN. A maioria das espécies existentes no planeta não está avaliada, e por isso não é incluída na Red List.

Informação insuficiente

São as espécies pouco conhecidas pelos cientistas. Em alguns casos, até são bastante estudadas, mas falta algum dado essencial para a estimar o risco de extinção. Não é considerada uma categoria de risco.

Menor preocupação

É o que se diz das espécies que foram analisadas, mas não se enquadram em nenhuma das categorias anteriores. Seu cachorro ou canário estão aqui, assim como outros animais com grande área de ocupação e populações numerosas.

Quase ameaçada

É uma espécie que foi analisada e não se enquadra nos níveis de risco. Mas chega perto. Os animais que por suas características podem entrar nas categorias mais graves ficam nesta lista.

Vulnerável

Espécies que, dentre as ameaçadas, são as que estão em melhor condição. Para entrar nesta categoria é preciso que exista uma redução de pelo menos 30% na população do bicho nos últimos dez anos e que eles vivam em uma área de até 20 mil km2

Ameaçada

Categoria que enquadra as espécies que tiveram redução de pelo menos 50% em sua população nos últimos dez anos. E se a área de extensão de ocorrência (onde a espécie é avistada) for inferior a 5 mil km2, ela também entra na lista.

Criticamente ameaçada

Espécie que ainda existe na natureza, mas que está desaparecendo aos poucos. Para entrar nesta lista, é preciso que, nos últimos dez anos, os animais tenham sido reduzidos em 80% ou mais e que sua área de ocorrência seja menor que 100 km2.

Extinta na natureza

Categoria das espécies que têm os últimos representantes somente em cativeiro – centros de estudos, zoológicos e viveiros. Algumas são mantidas no cercado para serem preservadas e, futuramente, reintroduzidas na natureza.

Extinta

Classificação dada a uma espécie que não existe mais, com a comprovação de que o último animal está morto. O padrão foi criado em 1994 para substituir outro, considerado impreciso, que determinava extinto aquele animal que não fosse visto nos últimos 50 anos.



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FONTES: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-um-animal-e-declarado-extinto/ https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/04/girafas-entram-para-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html?fbclid=IwAR2vblxyVeuKKEmcYUID00NBTs0Lm0mqqJFPxZNu_bBeKztFmo2MdTNhHto


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