Copa do Mundo de Futebol Feminino: tempo para refletir

A França será a casa da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2019, que tem início no dia 07 de junho.


Agência das Nações Unidas criará observatório para monitorar sexismo no futebol.


São poucos os eventos no esporte feminino que geram a atenção e a visibilidade que a Copa do Mundo de Futebol Feminino proporciona. No último torneio, cerca de 750 milhões de pessoas assistiram o evento, que teve a taça conquistada pela equipe dos Estados Unidos (atuais campeãs).

Porém as ações da equipe norte americana vão além dos gramados e podem revelar mais sobre o estado do futebol feminino. Em março, a equipe entrou com uma ação contra a USA Soccer, órgão que rege o esporte no país, alegando discriminação de gênero. A grande diferença entre os salários das equipes masculina e feminina é apenas um dos pontos a serem ressaltados, apesar de as mulheres gerarem mais receita. Mas o time está defendendo mais do que um aumento salarial, seus membros querem maior apoio para o desenvolvimento do futebol juvenil, promovendo o jogo e melhores condições para as mulheres. Esses fatores são essenciais para que o futuro do esporte tenha melhores oportunidades para meninas e mulheres, além de beneficiá-las pela participação.

Essa luta vai além de uma equipe. É um movimento muito mais amplo que defende os direitos de igualdade em todos os níveis do esporte, direitos humanos e política.


Em fevereiro de 2019, um passo importante foi dado quando a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e o governo suíço concordaram em realizar um estudo de viabilidade sobre a criação de um novo “observatório global” para mulheres e esporte.

Um observatório global (uma fonte de informação, análise e ativismo) ajudaria a alinhar vários movimentos paralelos: os esforços globais da ONU para promover a igualdade de gênero, seus objetivos de desenvolvimento sustentável em países de baixa e média renda e a luta contínua das mulheres no esporte.



Seleção feminina disputará a Copa do Mundo em 2019. (Lucas Figueiredo/CBF)

Durante décadas esses movimentos complementares ajudaram a promover mudança social, trabalhando para tornar o mundo um espaço mais inclusivo. No entanto, no auge do esporte feminino, as melhores atletas são inegavelmente tratadas como seres inferiores. Sim, existem diferenças em popularidade e receita no esporte de elite, mas como o esporte gera lucro é complexo e tem gênero. É difícil argumentar contra a melhoria das oportunidades para meninas e mulheres simplesmente praticarem esporte para a saúde, inclusão social e recreação. O observatório global gostaria de identificar essas desigualdades, analisá-las e defender a mudança. No entanto, as iniciativas de igualdade de gênero frequentemente definham em revisões e debates sem fim.


Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/06/copa-do-mundo-feminina-tempo-para-refletir-sobre-injusticas-no-futebol.html

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