Cientistas revelam primeira imagem registrada de um buraco negro

A descoberta foi feita pelo telescópio Event Horizon, um projeto que interligou oito telescópios e teve a colaboração de mais de 200 pesquisadores.

De acordo com a teoria da Relatividade Geral, de Einstein, corpos de massas muito grandes produzem deformações no espaço-tempo.

WASHINGTON (Reuters) - Uma equipe internacional de cientistas anunciou nesta quarta-feira um marco na astrofísica: a primeira foto de um buraco negro, registrada por uma rede global de telescópios criada para obter informações sobre objetos celestes com campos gravitacionais tão fortes que a luz e a matéria não conseguem resistir.

A pesquisa foi conduzida pelo projeto Telescópio de Horizonte de Eventos (EHT, em inglês), uma colaboração internacional iniciada em 2012 para tentar observar diretamente o ambiente imediatamente no entorno de um buraco negro usando uma rede global de telescópios de base terrestre.

O anúncio foi feito em entrevistas coletivas simultâneas em Washington, Bruxelas, Santiago, Xangai, Taipé e Tóquio.

A imagem revela o buraco negro no centro da Messier 87, uma enorme galáxia no aglomerado de galáxias vizinhas de Virgem. Esse buraco negro reside a cerca de 54 milhões de anos-luz da Terra.

Antes da descoberta, os buracos negros eram retratados apenas por meio de animações e concepções artísticas. Uma das concepções artísticas que mais chegou próxima da realidade foi feita pela direção de arte do filme Interestelar por meio de cálculos feitos pelo físico Kipp Thorne, sob a direção de Christopher Nolan.

Buracos negros, regiões celestes muito densas, são extraordinariamente difíceis de serem observados apesar de sua grande massa. O horizonte de eventos de um buraco negro é o ponto sem retorno além do qual qualquer coisa --estrelas, planetas, gás, poeira e todas as formas de radiação eletromagnética-- é engolida para o esquecimento.

Os buracos negros sugam tudo que esta ao redor?


Os buracos negros não “sugam” tudo que está a sua volta, no entanto, o seu campo gravitacional pode prender estrelas e planetas longínquos em órbitas espirais. Para que algo seja de fato “sugado” para o interior de um buraco negro, sem qualquer chance de fuga, é necessário que se estabeleça uma distância mínima ao seu centro, chamada de horizonte de eventos. A essa distância, a velocidade de escape, ou seja, a mínima velocidade para se escapar de um buraco negro, é maior que a própria velocidade da luz.


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